Ele não sabia bem ao certo o que estava procurando. Queria saciar sua fome, mas não sabia com quem.
Parou um bar, pediu umas cervejas, observou o movimento.
Nada que lhe chama-se a atenção. Não sabia se era homem, mulher, travesti, ele queria apenas gozar.
De repente ele recebe um bilhete, o garçom diz que de uma mesa próxima, um casal.
Se senta com eles e já são bem diretos, queremos fuder contigo, topas?
Com um pedido assim, não tem como negar!
Chegam na casa do casal, já no elevador tinha rolado uma brincadeira, a mulher lhe chama mais a atenção com o cara, não se sabe se é pelo tesão de ve-lo observar sua mulher sendo devorado ou se é porque ela é o fogo em pessoa.
Entram no apartamento, beijos, bebidas, as roupas vão saindo e o tesão marcando ainda mais na pele.
Não sabes o que esperar. O cara o junta em um canto, enquanto a mulher assiste, o cara beija bem, tem uma pegada boa, mas o excitante é sempre ter um voyeur.
O cara diz o que quer e a mulher também, enquanto a única palavra que sai da boca do outro é: - Hoje eu sou todo e exclusivamente de vocês.
Transaram e fuderam até o sol raiar.
Ele vê o sol da sacada, acende um cigarro e observa o mundo pensando, em como foi gostoso tudo o que tinha acontecido, mas sabia que tudo iria acabar.
A mulher levantou-se pegou o cigarro, deu uma tragada:
- Pronta pra outra? Agora vamos trocar tudo,ok?
Crônicas do dia-a-dia louco e insano que passamos correndo sempre, sem sequer olhar profundamente para si mesmo.
Mostrando postagens com marcador sexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sexo. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
De manhã...
Acendo um cigarro. Sento na beirada da cama. Ainda sinto o gosto amargo de conhaque barato na boca. Minha cabeça dói, reflexo da minha ressaca quase cotidiana. Vejo meu reflexo nesse espelho estúpido que parece ampliar ainda mais os meus defeitos.
Sinto um tremor na cama e um ruído característico de quem sonha, olho para o lado e vejo o corpo da minha diversão noturna, coitado, cujo o nome eu não sei. Está dormindo um sono gostoso e tranqüilo como um anjo, mas sonha na cama mais impura do sistema solar.
Não consigo me recordar aonde o conheci, mas sei muito bem o que fizemos, pois o odor de sexo e suor continua a transpirar das paredes, ou seria o mesmo odor de sempre? Foda-se!
Seu corpo magro, seu cabelo claro, sua barba por fazer, ele até chega a ser bonito, vamos colocar assim, mas é apenas isso, apenas uma noite.
Me levanto e vou nu até a cozinha, pego uma cerveja na geladeira (às 10 da manhã???), vejo que a casa continua como sempre, uma zona. Caixas de pizza, comida congelada, latas de cerveja e milhares de bitucas de cigarro espalhados pelo chão do apartamento.
Sinto nojo da casa, sinto nojo da cama, sinto nojo de mim. A depressão e a desilusão para com a raça humana, me tornou esse resto de ser humano, sem vontade, sem princípios...
Enquanto "admiro" a podridão do meu lar, ouço um "bom dia" em alto e bom tom vindo do meu quarto.
É... chegou a hora de fazer algo que eu detesto pela manhã, a hora de espantar (ou expulsar na maioria dos casos) o jovem anjo, com sua beleza ímpar desse antro imundo que eu nomeei como lar.
Quando volto para o quarto, fumando e bebendo, ele me olha com desejo, com aquele sorriso característico de quem sabe o que quer e com o seu sexo em total excitação:
- Vamos? - me pergunta, fazendo um movimento com o próprio.
Dou um sorriso e penso:
"É! Acho que eu posso me divertir mais um pouco ainda".
terça-feira, 13 de julho de 2010
Sábado Compulsivo
Quase meia noite. Se arruma na frente do espelho e não se sente muito bem com o que veste.
Mesmo assim, sai em direção da porta da frente. Desce três lances de escada, mais alguns passos está na rua. Poluição, carros, gritos, fedor de urina, gente vendendo, gente rindo, gente oferecendo, gente bebendo.
Começa o trajeto para a boa da noite, passa por algumas pessoas, tudo brilha e fede. Tudo fala e é surdo ao mesmo tempo.
O local está cheio, observa algumas pessoas que estão do lado de fora fumando, bebendo e falando banalidades. Resolve entrar, pega um dose de vodca e uma cerveja, vai para rua, fuma alguns cigarros, as coisas ao seu redor continuam a se mover loucamente, carros passam a cada vez mais rápidos e em grandes números, profissionais da noite desfilam pra lá e pra cá, oferecendo o que pode oferecer.
Quase duas da manhã, A "sede" começa a ficar cada vez mais insuportável. Depois de tomar umas cinco doses de vodca, algumas tantas cervejas, fumando vários cigarros e conversado com várias pessoas, interessantes ou não, é hora de saciar a sede.
Desce a escada do bar e entra na pista. A música é extremamente dançante e delirante. Sente como se estivesse em outro planeta. Laser verdes explodem por toda a parte, pessoas dançam freneticamente, se esfregam em todas as direções, corpos suados dançam como um só.
Ela se aproximou, dançaram durante alguns minutos, que pareciam anos, pois assim entravam em contato pelo tato e olfato. Ela quer companhia no banheiro. A porta se fecha. Uma carreira desaparece, as bocas se encontram vorazes, o tato se torna mais intenso, mais selvagem, a sede por sexo e logo mais o climax. O banheiro fica novamente vazio, mas a sede ainda está forte, depois de ir mais duas vezes ao banheiro fazer as carreiras desaparecerem e a sede ser um pouco saciada com outras duas estranhas, a noite continua rolando solta.
Sente duas mães fortes em torno de seu corpo, a barba raspando sua nuca, dança no rito do cara, que lhe diz obscenidades no ouvido, ele quer te chupar, quer gozar com você, quer delirar em teu corpo, a excitação aumenta mais e mais.
Correm pela rua de mãos dadas, param em algumas esquinas pra se beijar e se tocar com tesão.
Entram no apartamento do rapaz barbado, quase sem roupas. Se deitam em uma cama de casal, o ar do apartamento é de ressaca e cigarro barato, com a habitual essência de sexo que todo apartamento de solteiro libera pelas paredes.
Sexo, sexo, sexo, sexo é somente isso que se passa nessas almas.
Depois de muita saliva, dentes, unhas, pubianos, contrações, suor, dor, tesão e gozo. A sede goza loucamente.
Olhando o teto, o único pensamento que tem em sua cabeça é....
Quero outro cara.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A Hipocrisia com Alejandro
Estava no canto do bar, esperando o tempo passar para poder ir embora. Estava de saco cheio de ouvir as mesmas conversas, as mesmas piadas, as mesmas músicas, de ver as mesmas pessoas. Mas era sua unica opção. Sentou-se no balcão e pediu uma cerveja para o barman, que por sinal era uma das poucas coisas que se podia sempre apreciar no bar. A cerveja estava bem gelada, do jeito que ele gostava. Olhou mais uma vez para o relógio, quase meia noite, era hora de pagar a conta e ir embora.
- Está com tanta pressa assim? - perguntou um rapaz que acabava de chegar ao balcão.
- Não, não, mas é que já está tarde e eu prec.... - ia já se levantando, mas o rapaz interveio. Colocou a mão em seu braço e disse:
- Fica mais um pouco, estava te olhando do outro lado do bar e só tomei coragem de lhe falar agora, fica pelo menos pra tomar uma cerveja.
O convite era muito tentador, afinal, não é todo dia que alguém jovem e bonito se interessa por um homem na casa dos 30. O rapaz era alto, devia ter lá seus 1,80m, mexicano, de cabelos pretos e lisos, um sorriso que ao mesmo tempo era doce e safado. Belos olhos castanhos, coisa linda de se ver, uma voz grave, com barba por fazer, com mãos grandes. Usava uma camiseta branca por baixo da jaqueta de couro, o que lhe dava um ar de seriedade e compromisso para alguém que estava no início da maioridade, porque afinal de contas aparentava ter lá seus 20 anos, dele vinha um aroma de baunilha e madeira que excitava quem quer que fosse. O papo foi rolando solto, sem neuras, conversaram sobre suas afinidades, sobre seus gostos, suas preferências musicais, para filme, livros...
Quando percebeu já era três e meia da manhã, devia a muito estar em casa. Se despediu do rapaz, cujo o nome, a essa altura da bebida, era impossível lembrar. Um olhar. Um sentimento. Um calor.Quando percebeu, estavam se beijando loucamente em um beco próximo ao bar, a língua e as mãos do rapaz, sabiam muito bem aonde ir, não precisava de guia, nem livros pra ensinar.
- Acho melhor irmos pra um motel. - disse sussurrando de prazer ao seu ouvido.
- Moro aqui perto, vamos até meu apartamento.
Foram apressados, como se alguém os perseguisse. Chegaram ao apartamento.
Beijos de desejo. Beijos de loucura. Os corpos nus se entrelaçando loucamente.
Gemidos. Suor. Gritos. Sussurros. Unhadas. Mordidas.O orgasmo foi intenso e prazeroso. Queriam mais e mais. Não se sabia se pelo desejo carnal, a muito tempo sem ser saciado ou pelo efeito gozativo que o álcool lhe proporcionou. Permaneceram nessa transa sem fim, durante horas. Prolongaram durante dias.Os dois homens, trancados dentro de um apartamento, vivendo apenas de sexo. Apenas de orgasmos sem fim, durante 3 dias.
Na noite do terceiro dia, o rapaz decidi ir embora. Um longo adeus.Promessas de um novo encontro, trocam telefones, e-mails, perfis e se despedem.
Sozinho, enquanto arrumava toda a bagunça feita pelos seus atos carnais e selvagens com o jovem rapaz, se lembrou de algo.
Minutos depois estava no aeroporto, esperava ansioso, achando que poderia ter se esquecido de seu compromisso. Mas quando avistou, sabia que estava ainda no horário.
- Oi meu amor! Que saudade de você! Tudo bem por aqui? - perguntou a mulher que o abraçava bem forte, com seus braços miúdos, suas mãos pequenas, mas que em uma delas estava um aliança de casamento.
- Oi meu amor! Que saudade eu estava de você também! Está tudo bem por aqui sim, me conte como foi de viagem? - perguntou ele com uma voz doce, de quem está com muitas saudades!
- Ai, Paris é uma delícia, da próxima vez, quero ir com você! O único problema é que aonde fiquei, tinha muito daqueles bares de gays, argh! Que nojo! Alguns até parecidos com aquele próximo de casa. Queria que as autoridades dessem um jeito nesses demônios!. - disse a mulher com um certo nojo, bem na hora em que passava por perto um casal de homens. - Deveriam ter vergonha! - disse em voz alta.
Enquanto sua mulher tinha seus devaneios por holocaustos religiosos, ele apenas pensava em sua pequena aventura. Seu segredinho sujo.
E seu nome... Alejandro.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Ônibus
O som rolava infinitamente alto em suas orelhas, pensava apenas em chegar em casa e descansar. O ônibus não chegava nunca, estava no ponto no mínimo uma meia hora e estava começando a pensar em ir a pé ou chamar seu pai, que a muito contra gosto viria buscá-lo.
Chegou o ônibus, subiu, pagou sua passagem e se dirigiu ao fundo do ônibus como de costume. Como sempre o ônibus estava um pouco cheio, mas ele conseguiu um lugar no fundo para se sentar. Continuava a ouvir a música alta, era algum rock underground - "Well, everytime I feel you're coming round, you're going down/ You hit the ground with every force, it makes no sense or sound /God bless your soul girl/ Now you got the whole world/ I'm on my way now /I'll get there somehow..." - quando percebeu um rapaz. O rapaz usava um jeans já surrado pelo tempo, uma camiseta branca justa mas ao mesmo tempo larga no corpo esbelto, um camisa de flanela vermelha, um boné meio desgastado como a calça, tênis brancos e também ouvia música pelos seus fones. Parou próximo. Olhando admirado pela beleza iminente do novo passageiro, conseguiu até mesmo sentir o perfume dele, misturado ao suor da sua pele. Pele branca. Pele clara. Pele fácil de marcar. Marcava as veias sinuosas dos seus braços, com mãos grandes e bonitas, com dedos fortes e cheios de anéis. O rapaz então olhou. Viu que era observado, mas pela incerteza de seus olhos castanhos claros, demonstrava que ainda não entendia o porque de ser o observado. Viu o restante do rosto do rapaz. Sua barba clara por fazer, as poucas mexas que o boné deixava mostrar na testa.
Se iniciou então uma dança de olhares de desejos compulsivos.
Imagens dançavam eternamente em suas mentes, pode sentir o toque do rapaz por seu corpo, caminhando lentamente até o início de seu sexo, pode sentir o aroma de seu hálito, o cheiro doce e seco que saia de seu cabelo, se sentiu cada vez mais excitado, a ponto de consumir sua ânsia de desejo e volúpia ali mesmo, em um sujo e cheio ônibus.
O rapaz se aproximou, tirou seus fones, tirou os outros fones e disse:
- Me chame de seu.
Em resposta:
- Não, te chamo de meu, e tu também me chamarás assim.
Se olharam durante todo o percurso, sem trocar nenhuma palavra aos olhos dos outros. Mas entre olhares de desejos e carne, os amantes se conheciam mais e mais. Desceram algumas quadras de distante da casa do primeiro. Entram em uma casa pequena no fim de uma rua cheia. O cheiro de casa diferente, que sempre era uma impressão esquisita de se sentir, não era diferença agora, porque nesse momento os corpos que antes estavam em pura tensão sem saber o que fazer, agora ensinavam um ao outro aonde tocar, aonde sentir, aonde beijar, aonde cheirar, aonde arranhar, aonde lamber, aonde chupar, aonde apertar, aonde....
Dois corpos unidos. A sensação de prazer, paixão, de carne na carne....
O ápice estava próximo os dois sabiam, mas ao mesmo tempo, não queriam.
Ficaram assim durante horas incontáveis, insaciáveis... Até o orgasmo.
Dois cigarros.
Dois cafés.
Dois corpos suados e gozados, sentados em uma cama.
O rapaz diz:
- Acho que quero te chamar de meu pra sempre.
Em resposta:
- Acho que quero te ter pra sempre.
Beijos...
Beijos...
Beijos...
Qual é o seu nome?
Assinar:
Postagens (Atom)